8 - Ditador confuso

ARIEL MACEY

— Pode me explicar o que estava fazendo na rua a essa hora, Srta. Macey?

O ar no quarto parecia ter sido sugado. Minhas costas estavam pressionadas contra a madeira da porta, a única barreira entre mim e a liberdade do corredor.

O cheiro dele invadia minhas narinas, competindo com o cheiro de óleo e maresia que eu trazia impregnado nas roupas.

Rezei para que ele estivesse congestionado. Se ele sentisse o cheiro do porto em mim, a mentira do hospital desmoronaria antes mesmo de ser construída.

— Eu fiz uma pergunta, Srta. Macey. — A voz dele era baixa, um estrondo subterrâneo que fazia o chão vibrar sob meus pés descalços. — O que fazia na rua, sozinha, a essa hora da noite?

Meu cérebro, ainda em curto-circuito pelo terror que passei no galpão com Henrico, lutava para encontrar a marcha certa. Eu preciso mentir. Preciso ser convincente. A vida da minha avó dependia da minha capacidade de enganar esse homem.

Umedeci os lábios secos, sentindo o gosto metálico d
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