Era 31 de dezembro. O último dia do ano. E, de alguma forma, parecia que o mundo inteiro estava prestes a recomeçar junto comigo. O dia foi inteiro um corre-corre delicioso. Funcionários iam e vinham, caixas sendo abertas, vozes se sobrepondo. O deck de madeira, que avançava em direção à praia como uma extensão natural da mansão, estava sendo transformado aos poucos. Mesas longas, toalhas claras, arranjos baixos com flores brancas e folhagens verdes, nada exagerado. Mas, silenciosamente caro. À beira da praia, tochas finas já estavam posicionadas na areia, desenhando um caminho até o mar. Luzes amareladas pendiam de estruturas de madeira, criando uma iluminação quente que prometia ficar ainda mais bonita quando o sol se escondesse de vez. O buffet havia chegado no início da tarde. Profissionais organizados, uniformes impecáveis, pratos sendo posicionados, taças alinhadas com precisão quase obsessiva. Tudo funcionava como um relógio bem ajustado. Sem perceber, eu tinha assumid
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