As cortinas leves se moviam com o vento da tarde, projetando sombras lentas na parede, e eu me perguntei quantas vezes Lorenzo já tinha ficado ali sozinho, olhando o mesmo teto, tentando organizar coisas que não cabiam em palavras.
Eu devia descansar.
Deitei de lado, o tornozelo apoiado sobre travesseiros. Fechei os olhos achando que seria rápido. Um cochilo curto antes do jantar.
Mas o tempo correu diferente.
Acordei com o quarto já mergulhado numa luz fraquinha da lua. O celular em silênc