Mundo ficciónIniciar sesiónEu estava exausta, não conseguia comer. Nem dormir.
Desde a noite da virada, meu corpo parecia funcionar por instinto, como se o medo tivesse se tornado meu combustível.No dia anterior, as irmãs do Lorenzo tentaram me levantar o ânimo. Disseram que eu não devia me culpar, que iam ficar por perto pra me apoiar. Mas, por mais que elas sorrissem, eu via o medo brilhando nos olhos delasAquele tipo de medo que não precisa de palavras pra ser entendido.No chuveiro, deixei a água cair sobre mim até perder a noção do tempo.Não chorava só pelo desastre da festa, nem pelo vulto na encosta — chorava porque não queria sobrecarregar Lorenzo com os meus problemas.Ele já estava se desfazendo por dentro, mesmo que tentasse disfarçar.E eu… eu não sabia mais como ajudá-lo.Quando saí do quarto, a mansão estava num silêncio que dava arrepio. Só se ouvia o barulho distante das ondas e dos passos pesados dos seguranças em ronda.Os funcionários falavam baixo, ev






