Desviei o olhar, caminhando alguns passos até uma das estantes, passando os dedos distraidamente pelas lombadas dos livros, como se aquilo pudesse me ancorar em alguma realidade mais segura.
Eu não podia dizer o nome do Adrien.
Não agora.
— Eu… foi uma suposição — comecei, a voz tremendo. — Catarina tinha falado sobre uma garota, e eu ouvi suas irmãs falarem sobre ela mais cedo — parei por um segundo, escolhendo cada palavra com cuidado. — Mas eu não sabia de nada além disso.
Apoiei a mão em um dos livros, sentindo a textura firme sob os dedos, tentando manter o controle.
— Eu só… — continuei, enfim me virando para ele — senti alguma coisa quando te vi reagir a ela. Do jeito que você ficou. — engoli em seco. — E isso me assustou, Lorenzo.
Meu olhar encontrou o dele, sem desviar dessa vez.
— Você sabe tudo sobre mim. Sobre o Marcos, sobre minhas inseguranças, sobre os meus medos. — dei um meio sorriso triste. — Mas às vezes eu sinto que ainda não sei quem você é de verdade. Não c