Capítulo 45

O jato pousou em Sintra por volta das seis e meia, o céu envolto numa névoa suave que deixava tudo com um ar misterioso.

O sol tentava furar a bruma, lançando uma luz difusa sobre as colinas verdejantes que pareciam saídas de uma pintura.

Lorenzo segurou minha mão enquanto descíamos, me guiando até um SUV preto que aguardava já com o motor ligado. O ar tinha cheiro de terra úmida e maresia — aquele perfume salgado que vinha do Atlântico, mesmo à distância. Fiquei dentro do carro enquanto Lorenzo resolvia alguma coisa com o pessoal do hangar e um funcionário trazia nossa bagagem. Era loucura, mas eu saí do país com apenas uma mala sem saber quanto tempo ficaria aqui.

A estrada até a casa parecia de outro mundo.

As árvores altas formavam túneis verdes, o mar espreitava entre as curvas, e de vez em quando, um castelo despontava ao longe. Era o tipo de cenário que pessoas comuns, como eu, só tinham visto em filmes.

Algumas horas depois a mansão surgiu como um impacto
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