O som do mar me despertou antes mesmo da luz invadir o quarto. Um sussurro rítmico, constante, que parecia chamar meu nome.
Ainda estava escuro quando senti o colchão afundar ao meu lado.
Abri os olhos devagar.
Lorenzo estava sentado na beira da cama, o tronco levemente inclinado para frente. O cabelo bagunçado caía sobre a testa, a camiseta pendia nos ombros. Ele parecia cansado — mas havia algo diferente ali.
— Bom dia, dorminhoca — murmurou, baixo. — Te acordei?
Neguei com a cabeça, ai