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Eu Não Fiquei Presa na Espera

Eu Não Fiquei Presa na Espera

O meu noivo, Flávio Marinho, tinha uma mania estranha: depois das nove da noite, ele simplesmente não atendia nenhuma ligação. Mesmo na época em que eu e ele estávamos no auge da paixão, bastava o relógio bater nove horas e ele desligava a ligação na minha cara sem a menor piedade. Teve uma noite em que cheguei muito tarde em casa. Eu percebi que alguém estava me seguindo, entrei em pânico e liguei para ele. O que eu ouvi foi a voz dele, carregada de impaciência: — Você pode, por favor, respeitar o meu horário de descanso? Tchau. Naquela noite, eu terminei de prestar depoimento na delegacia sozinha, sem sequer ter o direito de culpá-lo por aquilo. Mas, naquele dia, quando eu abri o computador dele, acabei vendo, por acaso, no histórico sincronizado de ligações, um registro de chamada que começava às nove da noite e só terminava às nove da manhã do dia seguinte. Doze horas inteiras. Todas as noites. Durante cinco anos. Eu conhecia a dona daquele número. Ela era aluna da mãe dele e também trabalhava como monitora dele. Naquele instante, senti um vazio enorme no peito. Fiquei sentada por muito tempo, até minhas pernas ficarem dormentes, antes de fechar o computador em silêncio. Depois, eu cancelei o nosso agendamento no cartório para oficializar o casamento. Aquela ligação nunca tinha sido para mim. E eu já não queria atender.
Cuento corto · Romance
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Simplesmente Aconteceu

Simplesmente Aconteceu

Imagina acordar num dia comum, levantar da cama, e descobrir que o garoto mais rico da cidade decidiu montar um cavalo branco (sim, literalmente!) e aparecer na sua porta achando que é o seu salvador. Parece coisa de filme ruim, né? Também achei. Até o dia em que Benjamin resolveu entrar — ou melhor, invadir — a minha vida. Um playboy adolescente que renega o mundo de luxo onde nasceu e, por algum motivo completamente inexplicável, cismou que precisa me salvar. O problema? Ele nunca perguntou se eu queria ser salva. — E se eu estivesse perguntando se podia te ajudar? — Eu teria dito não. — Então é por isso que eu vou fazer assim mesmo. Intrometido, insistente, irritante. E, pra piorar, carismático. A gente discute mais do que respira, o que leva minha melhor amiga a soltar pérolas como: — Vocês dois deviam namorar logo, porque esse teatrinho já deu. Mas isso aqui não é um romance clichê. Pelo menos não pra mim. Se eu pudesse, mandava o Benjamin pra outra cidade. Pena que a família dele é dona dessa. Depois que meus pais morreram num acidente de carro — e eu sobrevivi por estar sem cinto, ironicamente —, tudo na minha vida saiu dos trilhos. E agora, cada boa intenção do Benjamin parece só piorar as coisas. Ele me deu uma carta, mas o que não estava escrito nela é tudo o que eu venho sentindo desde então. Tem coisas que palavras não explicam. E tem feridas que nem um cavaleiro branco pode curar. Mas talvez… só talvez… ele esteja disposto a tentar.
Romance
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Morri no Dia do Meu Casamento

Morri no Dia do Meu Casamento

Como noiva de Anselmo Leal, fui trancada em um porão por dez dias e dez noites como punição, apenas para que ele pudesse vingar sua amiga de infância. Para piorar, ele cortou meu braço, e minha doença sanguínea impediu a coagulação. Sangrei até a morte. No dia do casamento, ele se irritou com minha ausência, sem imaginar que eu já não estava mais viva. Cego pela mentira de sua amada de infância, me acusou publicamente de traição, destruindo minha reputação e matando minha mãe de desgosto. Mas quando finalmente abriu os olhos e viu meu corpo pálido e ressequido, a insanidade o consumiu.
Cuento corto · Romance
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Eu Sou Minha Própria Glória

Eu Sou Minha Própria Glória

Norberto Rios era o magnata mais jovem de Nova Iorque, comandando um grupo tecnológico avaliado em bilhões, uma lenda nas capas das revistas de economia. Porém, poucos sabiam que ele era o verdadeiro chefe no coração da máfia americana. Riqueza, poder, destino, para ele, tudo não passava de fichas de um jogo. E eu, fui apenas uma peça usada para manter a estabilidade da aliança familiar. Dez anos de casamento, durante os quais ele se deitou com todas as minhas amigas e colegas de trabalho. Cada uma era alguém em quem eu confiava. Naquela manhã, levei nosso bebê recém-nascido para um exame de rotina. A última amante de Norberto, Adriana, me atropelou com o carro. O bebê chorava sem parar, e eu implorei para que ela nos levasse ao hospital. Quando Norberto chegou, estampava no rosto apenas desprezo. — Glória, desde quando você aprendeu a se aproveitar dos outros? — Mesmo que você morresse na minha frente, eu não me importaria. Dizendo isso, ele pegou a mão da nova amante e se afastou sem olhar para trás. Quando finalmente fui levada ao hospital, a criança em meus braços já estava sem vida. Minha mãe, ao saber da notícia, teve um ataque cardíaco e não resistiu. Fiquei inconsciente por dois dias no hospital. Quando despertei, Norberto não estava lá. Foi o pai dele, Sebastião Rios, o verdadeiro patriarca da família, quem apareceu ao lado do meu leito. Olhei para ele calmamente e disse: — Me deixe ir. O que eu devia à sua família, já paguei com a minha vida. Mais tarde, aquele marido mafioso que sempre me tratara com frieza, acabou ajoelhado diante de mim, pedindo para que eu voltasse para casa. Mas eu já não era mais a mulher submissa, esperando por um olhar de compaixão. Eu era a esposa da máfia que, ao virar as costas, não olharia para trás.
Cuento corto · Máfia
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Vida Fácil(?)

Vida Fácil(?)

Fernanda Santos Navarro
Dizer que uma prostituta tem uma vida fácil é a coisa mais absurda que já ouvi. Grande parte das mulheres deixa suas famílias, muitas vezes filhos pequenos, para tentar encontrar soluções aos seus problemas financeiros. Quase todas que conheci são brasileiras. Vivem uma vida de mentira e desilusão à procura de dinheiro que todos falam que é “fácil” e rápido. Mas muitas vezes o que encontram é discriminação por serem estrangeiras e quererem “roubar” os maridos das que tem uma vida “normal”. Muitos querem que a polícia casse e prenda todas as “destruidoras de lares”. Quase todas ilegais, viajando clandestinas de norte a sul do país, de Portugal a Espanha e vice-versa, fugindo da polícia. Concordo a justiça em mandar de volta aos seus países de origem as pessoas ilegais, mas acho que há muita discriminação com os brasileiros, não só mulheres, também homens que saíram do Brasil à procura de uma vida com melhores condições para as suas famílias. E encontram uma realidade totalmente diferente do que estava a espera. Encontram muitas dificuldades para conseguir um trabalho “normal” e principalmente se legalizar. As mulheres são discriminadas, embora nem todas sejam prostitutas, basta ser brasileiras para ser chamada como tal. Graças à Deus encontrei bons amigos em Portugal, mas muitas pessoas que cruzaram o meu caminho me olharam como se fosse um objeto sexual. Sofri muito com a ignorância de algumas pessoas que pensam que uma brasileira só presta para sexo. Mas como não sou de baixar a cabeça, aqui estou relatando o que passei e um pouco do que se passa com as brasileiras que vivem legais ou ilegais em Portugal e Espanha e em outras partes da velha e linda Europa
Urbano
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A Vingança da Madrinha da Máfia

A Vingança da Madrinha da Máfia

Na véspera do meu 17º casamento, meu marido mafioso prometeu que desta vez, nada atrapalharia a nossa cerimônia. — Desta vez eu garanto, Vitória De Luca. — A voz dele era séria. — Já falei pra Chiara Oliveira: amanhã, mesmo que o mundo desabe, ela vai ter de aguentar sozinha. O bebê na minha barriga já tinha cinco meses. Eu estava com Lorenzo Russo havia três anos, grávida de cinco meses, mas ainda não tinha conseguido realizar sequer uma cerimônia de casamento. Sabe por quê? Porque ele já cancelou 16 vezes. E em todas as vezes, o motivo era a irmã de criação dele, Chiara. Na primeira, ela disse que estava com febre. Eu nem cheguei a vestir o meu vestido de noiva e passei a noite inteira com ele no hospital, só para descobrir que ela tinha apenas um resfriado leve. Na segunda, ela reclamou de dores no coração. Lorenzo me largou para ir vê-la, mas na verdade, ela estava tomando chá da tarde com as amigas. Na terceira, ela disse que tinha medo de trovão. Ele me deixou no altar no meio dos votos, me deixando sozinha para encarar todos os convidados. Mas desta vez era diferente. Há três dias, a carta do Sul do Brasil chegou nas minhas mãos. Meu pai, o velho chefão da família De Luca, me enviou um convite para voltar para casa. Se ele me deixar pela 17ª vez por causa de Chiara, eu vou sumir da vida dele de uma vez por todas.
Cuento corto · Máfia
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O Aviso do Demônio _ Parte Um.

O Aviso do Demônio _ Parte Um.

Gabbhiel
Já imaginou planejar um tempo com os amigos e por um acaso estar levando eles para a morte? Para Michelle seria só mais um final de semana, feliz e alegre, na fazenda de seu avô. Mas, as coisas nem sempre são assim. Seus amigos começam a desaparecer. Que diabos está acontecendo? A garota, perfeita e popular, de 16 anos se verá em apuros e terá que sujar as mãos para se manter viva.
Fantasia
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Sete Dias Para Deixar Você

Sete Dias Para Deixar Você

Um acidente de carro deixou Isabela Rocha em coma por três anos. Quando acordou, todos disseram que ela tinha mudado. Antes, Isabela vivia correndo atrás de Daniel Monteiro. Agora, conseguia passar dias sem procurar por ele. Quando soube que ele tinha sido internado, só mandou prepararem uma canja e enviarem ao hospital. Se ele chegava tarde, ela não perguntava nada. Se surgiam boatos de que ele tinha outra mulher, ela também não se importava. Até que um dia, enquanto assistia a dançarinos em um bar, sua melhor amiga, que estava ao seu lado, mostrou uma foto a ela. No salão luxuoso de uma festa, Daniel estava na entrada recebendo os convidados, com um braço entrelaçado ao de uma mulher e um bebê no colo. No painel eletrônico acima dos dois, estava escrito: "Parabéns a Daniel pelo nascimento do filho. Felicidade e saúde à família." A amiga se aproximou, curiosa. — Todo mundo diz que você não liga mais para o Daniel, mas eu não acredito nisso. Ele e aquela sua substituta já têm até um filho. Você vai mesmo continuar indiferente? Isabela arqueou a sobrancelha, enfiou algumas notas no cós da calça do dançarino e se levantou do sofá. — Meu marido acabou de ganhar um filho. Como esposa dele, é claro que eu tenho que aparecer.
Cuento corto · Romance
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7 Anos de Mentira: Meu Alfa Era um ômega

7 Anos de Mentira: Meu Alfa Era um ômega

Meu companheiro Ethan era um ômega sem lobo, e nenhum cargo formal queria contratá-lo. Isso nos deixava em uma situação de pobreza, mas eu acreditava firmemente que o nosso amor poderia superar todas as dificuldades. No sétimo ano desde que me tornei companheira de Ethan, por causa da fome, meu filho Theo e eu saímos à noite para procurar comida no lixo, às escondidas. Theo revirava o lixo de maneira silenciosa e rápida. Ele achou comida com habilidade e me disse, animado: — Mamãe, esse lixo é de um restaurante Michelin, a comida é fresquinha e gostosa. Vamos levar um pouco para o papai experimentar! No dia seguinte, vesti a roupa que eu mesma lavara tantas vezes que já estava desbotada, mas que considerava a mais apresentável, com a intenção de me candidatar à vaga de faxineira naquele restaurante. Se conseguisse passar na entrevista, pelo menos poderia levar as sobras para casa antes que fossem jogadas no lixo. Mas, ao levantar a cabeça, vi Ethan descer de um carro de luxo, seguido por uma mulher e um menino vestidos de maneira requintada. Reconheci imediatamente: era Mira, o primeiro amor de Ethan. O dono do restaurante me olhou com uma expressão de desculpas e falou: — Sinto muito, Sra. Cheryl, o Alfa Ethan reservou o restaurante exclusivamente para Mira hoje. Preciso me dedicar ao atendimento deles e não terei tempo para entrevistá-la. Poderia voltar outro dia? Naquele momento, meu filho e eu ficamos paralisados.
Cuento corto · Lobisomen
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Entre o crime e o amor

Entre o crime e o amor

Yu-mih
— Era para ser só mais um trabalho para nós, sequestrar gente que tem grana dar uma torturada básica, pedir um valor alto pelo regate e sumir no mundo pela centésima vez. Já éramos acostumados a isso, a nossa fama era imensa ninguém conseguia nos pegar, sempre estávamos vários passos a frente deles. ( Risos) Mas aí “Ela” chegou e pela primeira vez na minha vida olhei nos olhos de uma mulher e esse foi o começo do fim. Por que me apaixonei por aqueles grandes olhos chorosos e amedrontados? Droga! O que estou pensando? Ela é filha de um magnata super rico e eu apenas um criminoso sem escrúpulos, frio e calculista. Um mercenário. Mas ainda sim Eu … — Naquele momento eu estava totalmente vulnerável e desesperada, o medo me fazia tremer dos pés a cabeça, não conseguia parar de chorar e foi aí que ele veio tirando o saco de pano preto que cobria minha cabeça e quando meus olhos pararam nos dele senti que algo dentro de mim havia despertado. Não, eu não posso ter me apaixonado assim e logo por um criminoso. E agora o que vai ser de mim?
Romance
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