Mundo ficciónIniciar sesiónMeu companheiro Ethan era um ômega sem lobo, e nenhum cargo formal queria contratá-lo. Isso nos deixava em uma situação de pobreza, mas eu acreditava firmemente que o nosso amor poderia superar todas as dificuldades. No sétimo ano desde que me tornei companheira de Ethan, por causa da fome, meu filho Theo e eu saímos à noite para procurar comida no lixo, às escondidas. Theo revirava o lixo de maneira silenciosa e rápida. Ele achou comida com habilidade e me disse, animado: — Mamãe, esse lixo é de um restaurante Michelin, a comida é fresquinha e gostosa. Vamos levar um pouco para o papai experimentar! No dia seguinte, vesti a roupa que eu mesma lavara tantas vezes que já estava desbotada, mas que considerava a mais apresentável, com a intenção de me candidatar à vaga de faxineira naquele restaurante. Se conseguisse passar na entrevista, pelo menos poderia levar as sobras para casa antes que fossem jogadas no lixo. Mas, ao levantar a cabeça, vi Ethan descer de um carro de luxo, seguido por uma mulher e um menino vestidos de maneira requintada. Reconheci imediatamente: era Mira, o primeiro amor de Ethan. O dono do restaurante me olhou com uma expressão de desculpas e falou: — Sinto muito, Sra. Cheryl, o Alfa Ethan reservou o restaurante exclusivamente para Mira hoje. Preciso me dedicar ao atendimento deles e não terei tempo para entrevistá-la. Poderia voltar outro dia? Naquele momento, meu filho e eu ficamos paralisados.
Leer másTheo havia aprendido a andar de skate recentemente, e eu sentia um orgulho imenso por ele.Estava sempre com o celular na mão, seguindo-o para tirar fotos, sem nunca me cansar de registrar seus momentos.Suas habilidades no skate melhoravam a cada dia, e aquela travessura típica de meninos começava a se revelar nele.Frequentemente, ele andava de skate enquanto segurava a coleira do cachorro, e às vezes fazia questão de passar na frente de garotas bonitas, dizendo "você é muito bonita", todo satisfeito de si.Ao vê-lo assim, eu ria tanto que chegava a perder o fôlego.Foi nesse momento que Ethan nos encontrou.Ao ver a confiança do filho e meu sorriso radiante, Ethan desacelerou os passos, hesitante, como se não tivesse coragem de se aproximar.No fim, fui eu quem percebeu sua presença e tomou a iniciativa de caminhar até ele.Ele abriu a boca, querendo dizer algo, mas fui eu quem falou primeiro:— Você veio trazer o Acordo de Dissolução do Vínculo de Companheiros?O rosto de Ethan est
Eu peguei o trem com Theo em direção a outra pequena alcateia.Era uma alcateia distante do centro do poder, com poucos recursos, mas o ritmo de vida era lento, tranquilo e harmonioso.Logo nos acomodamos. Passei três dias procurando e aluguei uma casinha de dois quartos. Embora pequena, o aluguel era apenas um quarto do valor do imóvel onde morávamos antes.Mais importante ainda, a escola ficava a apenas dez minutos a pé, e Theo podia ir e voltar sozinho, sem precisar mais que eu o levasse ou buscasse.Assim, finalmente consegui liberar meu tempo e encontrei um emprego estável em tempo integral.Depois do expediente, voltei a fazer o que costumava fazer antes — design online.Pegava pequenos trabalhos de várias alcateias e ligas comerciais. Embora ganhasse apenas algumas dezenas por dia, o acúmulo se tornava uma renda extra ao final do mês.Os dias sem Ethan foram surpreendentemente tranquilos.Na primeira semana, Theo ficou um pouco abatido, mas a capacidade de adaptação das crianças
Do que ele realmente tinha medo?Ethan ficou parado, estremecendo, como se tivesse sido atingido por um raio.Ele finalmente percebeu que o que mais temia não era ter sua identidade revelada, nem brigar com Mira.O que ele realmente temia era perder Cheryl e Theo para sempre.Ele já não se importava mais com Mira.O que o prendia não era Mira em si, mas o fato de, quando jovem, não ter tido capacidade de mantê-la ao seu lado.Era arrependimento, era obsessão, era uma compensação vaidosa.Mas isso não era amor.O que ele realmente guardava no coração era Cheryl, aquela que o esperava em casa.Depois de entender tudo isso, Ethan não conseguiu mais se conter.Ele se virou e saiu correndo, indo direto ao restaurante onde Cheryl trabalhava anteriormente.Ofegante, foi até o dono do estabelecimento e perguntou sobre o paradeiro de Cheryl.O dono, atrás do balcão, nem levantou a cabeça e, com uma expressão impaciente, o despachou:— Ela já se demitiu faz tempo. Como vou saber para onde ela fo
As mãos de Ethan tremiam levemente enquanto ele corria de volta para casa, discando repetidas vezes o número de Cheryl.Não conseguiu completar a ligação.Ele fixou os olhos na tela do celular, a garganta apertada.Ela provavelmente ainda estava irritada. Só precisava de um tempo.Repetiu isso para si mesmo várias vezes.Bastava ele voltar, pedir desculpas sinceramente, que tudo poderia ser resolvido.Cheryl sempre fora de temperamento dócil, nunca discutia com ele por nada.Ela era tão boa para ele, quase sem limites, então... por isso ele acabava abusando, provocando-a repetidas vezes, não é?Não era isso.Ethan apertou o volante de repente, o coração contraído, sentindo-se à beira do colapso.Sempre fora galanteador, com palavras doces sempre prontas nos lábios, já havia conquistado várias mulheres, mas a única por quem realmente se apaixonou, do início ao fim, foi Cheryl.Ela era o motivo pelo qual, em seu momento mais inquieto, ele quis se acalmar.Mas ele estragou tudo.Não foi u





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