Eu Sou Minha Própria Glória
Norberto Rios era o magnata mais jovem de Nova Iorque, comandando um grupo tecnológico avaliado em bilhões, uma lenda nas capas das revistas de economia.
Porém, poucos sabiam que ele era o verdadeiro chefe no coração da máfia americana.
Riqueza, poder, destino, para ele, tudo não passava de fichas de um jogo.
E eu, fui apenas uma peça usada para manter a estabilidade da aliança familiar.
Dez anos de casamento, durante os quais ele se deitou com todas as minhas amigas e colegas de trabalho.
Cada uma era alguém em quem eu confiava.
Naquela manhã, levei nosso bebê recém-nascido para um exame de rotina.
A última amante de Norberto, Adriana, me atropelou com o carro.
O bebê chorava sem parar, e eu implorei para que ela nos levasse ao hospital.
Quando Norberto chegou, estampava no rosto apenas desprezo.
— Glória, desde quando você aprendeu a se aproveitar dos outros?
— Mesmo que você morresse na minha frente, eu não me importaria.
Dizendo isso, ele pegou a mão da nova amante e se afastou sem olhar para trás.
Quando finalmente fui levada ao hospital, a criança em meus braços já estava sem vida.
Minha mãe, ao saber da notícia, teve um ataque cardíaco e não resistiu.
Fiquei inconsciente por dois dias no hospital.
Quando despertei, Norberto não estava lá.
Foi o pai dele, Sebastião Rios, o verdadeiro patriarca da família, quem apareceu ao lado do meu leito.
Olhei para ele calmamente e disse:
— Me deixe ir. O que eu devia à sua família, já paguei com a minha vida.
Mais tarde, aquele marido mafioso que sempre me tratara com frieza, acabou ajoelhado diante de mim, pedindo para que eu voltasse para casa.
Mas eu já não era mais a mulher submissa, esperando por um olhar de compaixão.
Eu era a esposa da máfia que, ao virar as costas, não olharia para trás.