Mundo ficciónIniciar sesiónAos quarenta anos Melissa Vargas não imaginava que pudesse se apaixonar novamente. Conheceu o sofrimento ainda criança, e quando chegou à vida adulta, fugiu da casa da tia, onde morava desde que fora abandonada pela mãe. Conheceu o lado triste da exploração e humilhação, depois, o mundo da prostituição. O casamento com um poderoso coronel faz nascer uma oportunidade para recomeçar sua vida, mas seu mundo desmorona quando descobre que o marido tem uma amante e depois, quando ele é encontrado morto após cair do penhasco nas proximidades de uma enigmática igreja de pedra. As coisas pioram quando Melissa é acusada do assassinato do próprio esposo. Ela busca suportar todo o sofrimento contando com o único amigo que tem: o sogro, que sofre de Mal de Alzheimer. A realidade muda com a chegada do misterioso Galeano Silveira. Balançando o coração de Melissa ele vai penetrar cada vez mais numa rede de intrigas, amor, traição e guerra de interesses entre fazendeiros e políticos. Quem matou o coronel Manoel Vargas? O que verdadeiramente se esconde por detrás das luzes fantásticas da lendária igreja de pedra?
Leer másCAPÍTULO 56 Ela o viu chegar. Permaneceu sentada num tronco de árvore que sucumbira pela força destrutível do tempo, enquanto pérola fora receber o visitante. A vegetação rasteira era como uma planície entre duas montanhas de árvores adultas cobertas pelas flores das jitiranas. As borboletas voavam em ziguezague. Passarinhos cantavam alegremente. No final do campo havia um riacho perene. Galeano nunca havia estado alí antes. Aliás, nunca notara aquele pedaço de chão pertencente à fazenda. — Eles haviam discutido naquela noite. Não foi culpa de ninguém. Ele não queria fazer mal algum. Era tão frágil. — Do que você está falando? — quis saber Galeano se sentando na outra extremidade do tronco enquanto ela continuava falando como se estivesse sozinha. — Foi Severino quem matou Manoel Vargas. — Como assim? — quis saber Galeano — Se você sabia a identidade do assassino por que não o entregou para a po
CAPÍTULO 55 O amor pode nos tocar uma vez e durar por toda a eternidade. Na vida de uma pessoa os sentimentos passados ainda continuam existindo mesmo se o outro não retornar. Mais uma vez ela abriu as portas do coração e novamente naufragou no mar da desilusão. Naquele período do ano ela gostava de passear pelo campo florido. As gitiranas abraçavam os galhos das árvores com as ramas para exibir suas belas flores. O perfume natural a deixava embriagada e se permitia andar livremente no universo dos desejos. Sonhava acordada enquanto o vento envolvia seus cabelos. Adorava a vida no campo. Era livre como os pássaros, inocente como as abelhas colhendo o néctar das flores. Melissa havia encontrado a felicidade naquele lugar. Ficaria ali até o último dia de sua vida. Quem desej
CAPÍTULO 54 — Tem certeza que realmente quer fazer isso? — Absoluta — respondeu Melissa. Era domingo, dia de feira livre. Quando ela passava as pessoas ficavam falando baixinho umas com as outras. Outros faziam gestos de admiração. Ainda lembrava o dia que estivera no povoado, foi para flagrar o marido nos braços de outra mulher e do enterro de Severino. Melissa manteve-se firme. Cabeça erguida. Rebolava provocante como se desfilasse numa passarela de moda. Faltavam poucos metros para chegarem ao destino desejado. Ele recordava das vezes que ali estivera. Nada comentou. — A casa é esta — apontou Galeano para a casa em questão. Com a mão direita ela fez um gesto para ele não avançar. Andou lentamente até o portão. O dedo tremia quando apertou a campainha. Esperou o tempo passar. Repetiu novamente a ação. Desta vez o portão foi aberto, saindo uma mulher acompanhada de um menino. Ela não teve dúvidas, era filho leg
CAPÍTULO 53 O sol ainda não havia nascido quando Natanael se despediu da anfitriã, se colocando à disposição para qualquer eventualidade. Antes de subir na moto se voltou para o amigo — Passa em minha casa antes de viajar para a capital? — Tem a minha palavra. No máximo em uma semana estarei partindo para prestar contas ao chefe. — Você está bem? — Estou. — Não conseguiu aquilo que desejava? Não cumpriu sua missão, de salvar sua amada da condenação? — Você não achou Melissa excessivamente comedida? — Analisando bem, ela quase não comentou sobre o caso. — Meu amigo, talvez ela saiba mais coisas que supomos. — Tome cuidado para não cometer injustiças. — Não se preocupe. Qualquer novidade eu entro em contato. No minuto seguinte a moto levava embora o amigo, deixando-o realizado com o re
Último capítulo