Narrativa: Sofia Deluca
Eu deveria me sentir culpada.
Mas não me senti.
Quando recebi a confirmação de que Lisa havia sido sequestrada, a primeira coisa que fiz foi sorrir.
Não foi um sorriso aberto — esses eu aprendi a guardar para eventos sociais, para fotos de família, para jantares em que todos fingem ser perfeitos. Foi um sorriso interno. Silencioso. Aquele que nasce quando algo finalmente começa a se alinhar exatamente como planejado.
Lisa Deluca fora sempre um erro vivo.
Ela não precisav