Mundo ficciónIniciar sesiónO cheiro do camarim misturava perfume amadeirado, suor e aquele aroma metálico dos equipamentos recém desligados. A voz da multidão lá fora ainda ecoava, abafada, como um fantasma vibrando pelas paredes do teatro. O show havia terminado há poucos minutos, e Lucky — ou melhor, Lucas — estava sentado na poltrona de couro sintético, encarando o reflexo do próprio rosto no espelho iluminado.
Suas mãos tremiam. As palmas estavam úmidas, e a respiração, descompassada. Podia ouvir, claramen






