Capítulo 110 — Ecos da Criação
A chuva caía fina sobre a cidade.
Cada gota parecia um lembrete silencioso de tudo que havia sido perdido — pessoas, sonhos, promessas.
Helena observava o céu cinzento pela janela do pequeno apartamento onde estavam escondidos.
As sombras da noite se misturavam às lembranças que ela tentava apagar.
Miguel estava na cozinha, terminando de preparar café.
O cheiro se espalhava pelo ar, quente e amargo.
Ele olhou para ela, com um olhar cansado.
— Não dormiu de novo?
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