A casa ainda estava em silêncio.
Mas não era um silêncio de paz.
Era o silêncio depois do caos.
Do medo.
Do quase.
Aurora ainda sentia o corpo tremer.
Mesmo estando segura.
Mesmo estando viva.
Porque ela sabia.
Foi por pouco.
Muito pouco.
E Adrian…
ainda não tinha voltado ao normal.
Se é que aquilo era “normal”.
— Eu disse pra você não ficar sozinha.
A voz dele veio baixa.
Mas carregada.
Aurora virou devagar.
— E eu disse que não era culpa sua.
— Era.
— Não era.
— Era!
O tom subiu.
Ela respirou