88- " Sua adorável Angeline."

Dante acordou de sobressalto.

O corpo inteiro reagiu primeiro, antes da mente entender. Sentiu algo quente encostado ao seu lado e, num reflexo automático, levou a mão ao coldre inexistente, franziu a testa e mordeu o lábio inferior, por conta da dor.

Só então se virou devagar.

Era Angeline.

Dormindo apoiada nele, respirando de forma leve, quase infantil. Uma mecha caída sobre o rosto. O coração acelerado desacelerou e voltou a acelerar de novo por outro motivo.

Com cuidado, afastou a mecha e a colocou atrás da orelha, pequena, delicada, quase translúcida sob a luz do fim da tarde. O gesto foi suave, íntimo, e ele se viu prendendo a respiração.

Levantou-se devagar, tentando não acordá-la.

O sol já se punha atrás das janelas.

"Droga… dormi demais" Pensou, massageando o ombro dolorido.

Caminhou até o banheiro do corredor. Jogou água fria no rosto.

Quando ergueu o olhar para o espelho, a lembrança veio como um golpe:

“Meu celular sumiu.”

As palavras de Angeline.

Ele havia disfarçado be
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