Angeline caminhou até o jardim. O dia estava bonito, luminoso, calmo.
Lembrou-se das aulas de tiro e reviveu aqueles momentos com Dante, não apenas na memória, mas na pele.
Seu corpo se arrepiou, o coração acelerou como se ainda sentisse a presença dele às suas costas, a respiração dele guiando seus movimentos.
Um sorriso escapou de seus lábios, afastando por um breve momento a preocupação com o celular desaparecido.
Continuou caminhando quando viu Oton sair da casa, entrar no carro e partir.
Na primeira vez em que estivera na mansão, Angeline teve a impressão de que Oton morava ali com Dante. Agora, porém, ele parecia não ficar mais. Algo estava acontecendo… e ela temeu, no fundo, que fosse por causa dela.
Voltava para dentro, dividida entre comentar ou não sobre o sumiço do celular e sobre o que vinha pensando a respeito de Oton.
Na casa do pai, não tinha liberdade para dizer o que pensava, mas dizia assim mesmo, enfrentando represálias, castigos, humilhações.
Com Dante era diferen