89- " Por que fugiu?"

Angeline acordou e abriu os olhos devagar, ainda sonolenta. A luz azulada do início da noite entrava pelas frestas da janela. A mansão estava silenciosa, tão silenciosa que ela quase podia ouvir a própria respiração.

Sentou-se na cama e bocejou.

— Ainda com sono? Ouviu Dante perguntar, sua voz grave vindo da porta.

Ela sorriu de leve, meio preguiçosa:

— Não… só preguiça mesmo. Dormi demais. Você podia ter me acordado.

— Você precisava descansar. Ele disse, aproximando-se. — Foram dias difíceis… e conturbados.

Dante estendeu a mão com algo. Ela só percebeu quando o objeto tocou seus dedos.

Seu celular.

— Oh… você o encontrou. Ela murmurou, surpresa.

Ele assentiu, mas seus olhos não deixaram o rosto dela.

Um silêncio breve, denso.

— No dia em que você fugiu… Dante começou, direto, sem rodeios. — O que exatamente aconteceu?

O peito dela apertou. As lembranças voltaram como um golpe frio.

— Me desculpe… Disse baixinho, abaixando os olhos. A culpa ainda queimava por dentro; pensar que ele
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