Em Paris, o dia mal começava a clarear.
A luz suave atravessava as cortinas do quarto do hotel, tingindo tudo de dourado pálido. Luigi dormia profundamente. Nunca fora um homem de sono tranquilo, vivia em estado de alerta. Mas, desde que passara a adormecer com Agnes entre os braços, algo mudara. O corpo relaxava. A mente silenciava.
Ela acordara cedo demais para quem dormira tão tarde.
Ficou deitada de lado, observando-o. A respiração dele era lenta. Os traços, normalmente firmes, estavam suav