Quando chegaram a Paris, já era noite.
Agnes baixou o vidro do carro como se o próprio vidro a impedisse de enxergar melhor as luzes da cidade. O ar frio entrou, carregado de movimento, de vida, de promessas.
Luigi dirigia devagar, escolhendo as avenidas mais bonitas, prolongando o trajeto de propósito, para que ela contemplasse cada jogo de luz refletido no asfalto úmido.
Então ela viu.
A torre iluminada surgiu entre os prédios como um farol dourado rasgando o céu escuro.
Os olhos de Agnes se