202- "Último resquício de esperança".
Agnes estava sentada na beira da cama, um aperto no peito, como se uma mão invisível comprimisse seu coração.
O quarto estava na penumbra. A luz fraca da rua atravessava as cortinas finas. O celular, inseparável, permanecia em sua mão, silencioso como a noite.
De tempos em tempos, ela deslizava o dedo pela tela, às vezes consciente, às vezes por puro reflexo.
Nada.
Nenhuma mensagem.
Nenhuma ligação.
Ela não sabia explicar.
Havia um vazio.
Uma sensação de perda antecipada.
Tentava se acalmar. Nu