Depois do almoço, Paolo e Glauco partiram, deixando as duas mulheres na mansão.
Paolo o acompanhou até o aeroporto.
— Posso ir com você, há muitos homens aqui. Insistiu ele.
— Não há necessidade. Respondeu Glauco, calmo. — É algo rápido.
Paolo assentiu e o abraçou com força. Glauco não era apenas seu chefe, era um amigo... um irmão.
Quando Glauco pisou no primeiro degrau do avião, parou e se virou.
— Aquele frigorífico velho... coloque-o abaixo.
Paolo ergueu as sobrancelhas.
— Onde... ia perguntar se era o mesmo local onde Danilo estivera congelado, mas Glauco o interrompeu:
— Sim.
— Devo usar “fogos de artifício”? Paolo brincou, tentando aliviar o peso da ordem.
— Não deixe rastros. A voz de Glauco soou fria e definitiva. — Ele já me deu trabalho demais. Glauco, por fim, sorriu pela fala de Paolo.
— Entendido.
Glauco subiu a escada sem olhar para trás, e minutos depois o avião decolava, cortando o céu límpido de Sorrento.
Paolo ajustou os óculos escuros e seguiu de volta em seu May