Glauco entrou e foi imediatamente envolvido pelo aroma acolhedor de café recém-passado. O som suave das xícaras e o calor que vinha da cozinha davam à mansão uma vida que há muito ele não sentia.
— Não estão com fome? Perguntou, tentando disfarçar o cansaço na voz.
Nice apareceu logo, enxugando as mãos no avental e olhando direto para Amália. Antes, todo o cuidado e atenção da mulher eram voltados a ele; agora, Glauco percebia que havia perdido seu posto para a jovem e, curiosamente, isso o deixava mais tranquilo do que gostaria de admitir.
— Eu estou com fome. Respondeu ele, provocando, com um sorriso de canto.
— Então sente-se também. Rebateu Nice, arqueando uma sobrancelha. — Vou pegar os pãezinhos doces fresquinhos que pedi para a Amália.
Nice havia mandado um dos seguranças buscá-los cedo, sabendo o quanto Amália gostava deles. Colocou o cesto sobre a mesa com um carinho que denunciava o afeto crescente pela moça.
— E pra mim, o que fez de especial? Glauco continuou a provocação