Sofia bateu contra a parede e o corpo escorregou, quase perdendo o equilíbrio. Os olhos dela, arregalados, refletiam incredulidade e ódio, não aceitava ter sido derrubada daquela forma.
Amália, trêmula, agarrou-se ao braço de Glauco.
— Você está bem? Ele perguntou, virando-se imediatamente para ela e tocando o rosto delicado com a mão quente e firme.
Amália apenas assentiu, os lábios entreabertos, tentando recuperar o fôlego. Mesmo com a raiva fervendo por dentro, uma chama acendeu-se em seu peito diante da atitude de Glauco.
Aquele gesto protetor, a presença imponente entre ela e Sofia, apertaram-lhe o coração de um jeito doce e doloroso.
Glauco sustentou o olhar dela, a voz grave e baixa, quase um sussurro só para Amália:
— Eu não vou deixar ninguém encostar em você. Nunca.
Os dedos dele acariciaram a pele dela por um instante, ignorando Sofia caída no chão. Amália fechou os olhos, absorvendo aquelas palavras. Apesar da tempestade, ali, nos braços de Glauco, era o único lugar que se