Mundo de ficçãoIniciar sessãoIsabela Nunes foi sequestrada junto com Beatriz Andrade, amiga de infância de seu marido. Naquela noite, os gemidos ecoaram sem parar pelo galpão. Um mês depois, as duas descobriram que estavam grávidas. Para preservar a reputação de Beatriz, Pedro Soares não hesitou em afirmar que o bebê era dele. Com isso, todos passaram a acreditar que o bebê de Isabela era fruto do estupro que ela teria sofrido nas mãos do sequestrador. Desesperada, Isabela quebrou tudo o que encontrou pela frente e cobrou explicações de Pedro. — Por quê? Você sabe muito bem que eu já estava grávida antes do sequestro! O sequestrador nem encostou em mim!
Ler maisDepois de um breve ruído, a voz cautelosa de André saiu pelo celular:— Você superou mesmo o que sentia por ele?Pedro ficou tenso. Chegou a prender a respiração, com medo de perder uma única frase.Logo veio a resposta firme de Isabela:— Sim.Pedro ficou completamente imóvel. Sem perceber, apertou o lençol até os nós dos dedos ficarem brancos. Sua mente se esvaziou.Um zumbido cada vez mais forte tomou conta de seus ouvidos, quase impedindo que escutasse o restante.A essa altura, ouvir ou não já não mudava nada.Aquela resposta já tinha dado a ele o que precisava saber.Isabela realmente tinha seguido em frente. Já não amava ele e não voltaria.Durante aquele mês, Pedro acreditou que seus esforços poderiam consertar tudo.Mas Isabela já não precisava de nada daquilo.A gravação continuava.— Sim. Eu amei ele, senti mágoa e também ódio. Mas tudo isso foi passando aos poucos. O melhor agora é não ter mais contato nem interferir na vida um do outro. Hoje, somos só dois desconhecido
A exposição terminou, e Pedro ainda não tinha conseguido trocar uma palavra com Isabela.Estava prestes a ir atrás dela quando o celular tocou. Ao ver o nome de Francisco na tela, acabou atendendo.Por alguns instantes, nenhum dos dois falou. Só era possível ouvir a respiração de pai e filho.Por fim, Francisco perguntou:— O prazo está acabando. Ainda não quer voltar?Pedro e Francisco nunca tinham sido muito próximos. Durante a infância de Pedro, Francisco raramente estava presente. Além disso, era rígido e não costumava tomar a iniciativa de conversar. Com o tempo, os dois ficaram sem assuntos em comum, e a distância entre eles só aumentou.Por isso, Pedro ainda não estava acostumado com Francisco tomando a iniciativa de perguntar por ele.Depois de um longo silêncio, respondeu:— Vou voltar. Mas antes preciso de uma resposta.Só queria saber se Isabela ainda amava ele e se estaria disposta a dar mais uma chance.Do outro lado da linha, Francisco soltou um suspiro.— E o que voc
Ao anoitecer, fogos começaram a explodir em vários pontos da cidade, iluminando metade do céu com suas cores.No terraço da Villa das Palmeiras, os convidados cercavam Isabela. Do carro, à distância, Pedro mal conseguia distinguir o sorriso dela.Ainda assim, aquele sorriso continuava contagiante e fez Pedro sorrir também, sem perceber."Feliz aniversário, Isabela."Depois dos últimos fogos, os convidados começaram a se despedir.Os carros de luxo partiram um após o outro.A mansão voltou a ficar silenciosa.Só os funcionários permaneciam no salão, cuidando da limpeza.O carro de Pedro, porém, continuava estacionado.Ele só mandou o assistente partir quando a última luz da casa se apagou.Nesse instante, alguém bateu de leve na janela.Era o mordomo da família Nunes.Pedro baixou o vidro.O mordomo estendeu o presente que ele tinha enviado naquela manhã.Os dois se encararam em silêncio.Por fim, Pedro pegou a caixa.O leve tremor de sua mão denunciava a aflição que tentava esconder.
Ao descobrir, Isabela ficou decepcionada, é claro. Mesmo assim, forçou um sorriso e disse que não havia problema.Tomado pela culpa, Pedro abraçou Isabela e tentou consolar ela, prometendo fazer um colar ainda melhor para o aniversário seguinte.Mais tarde, ele criou a nova peça.Mas a pessoa que deveria usar o colar já tinha ido embora.Pedro respirou fundo e deu algumas batidas no vidro. A janela baixou logo em seguida, e um homem se aproximou, solícito.— Sr. Pedro.Pedro entregou o presente e agradeceu com um sorriso:— Obrigado por fazer isso.Entre os muitos convidados da família Nunes, havia um conhecido de Pedro que ainda não tinha cortado relações com ele. Pedro aproveitou para pedir que entregasse o presente.O homem fez um gesto com a mão e repetiu que não era incômodo algum. Depois, seguiu para a Villa das Palmeiras com a caixa.Como havia muitos convidados, a inspeção na entrada não era tão minuciosa. Os seguranças verificaram que o presente não continha nada perigoso
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