Se eu te oferecesse mais...
O jantar tinha terminado, mas o silêncio ainda pesava sobre a mesa como se cada resquício de molho no prato tivesse algo a dizer. Eu já tinha recolhido os talheres, levado os pratos para a cozinha e voltado, só para encontrar Salvatore ainda ali — sentado, de copo na mão, encarando a escuridão além da varanda.
Ele não era de rodeios, mas naquela noite, demorou. Só quando me aproximei da porta, prestes a perguntar se podia subir, ele falou:
— Giulia.
Virei para ele devagar.
— Sim?
Ele girou o co