O mar sussurrava baixinho, como se respeitasse o silêncio daquele fim de tarde.
Eu estava deitada sobre uma canga estendida na areia fofa, a cabeça encostada na coxa de Salvatore. A barriga crescida subia e descia num ritmo calmo, e vez ou outra, nossa filha se mexia lá dentro — como se dançasse ao som das ondas.
O céu estava tingido de laranja, rosa e dourado, como se o sol, antes de partir, quisesse nos presentear com uma última beleza.
Salvatore lia em voz baixa. Um romance qualquer, esc