Leonardo estava ofegante, o olhar carregado de urgência.
Não havia agressividade nele — apenas um homem quebrado.
— Clara… por favor. Eu não vim te machucar. Eu só… eu preciso de você. Preciso que me escute.
Clara tentou manter a postura.
— Leonardo, sai. Agora.
Ele deu um passo à frente, hesitante, quase desesperado.
— Me desculpa. Eu nunca quis que chegasse a isso. Eu só queria… — respirou fundo, a voz embargando. — Eu te amo, Clara. Eu te amei de verdade. Mesmo que tudo tenha começado e