Naquela manhã, o sol mal havia despontado quando Clara ouviu uma batida suave na porta. O som, discreto demais para aquele horário, fez seu corpo se enrijecer de imediato. Ela não esperava ninguém.
Caminhou até a entrada com o coração acelerado e abriu a porta.
Suzana estava ali.
Impecável como sempre, postura ereta, roupas escolhidas com precisão quase cirúrgica. O olhar, no entanto, ia além da frieza habitual — havia nele uma calma perigosa, como quem já sabe o desfecho antes mesmo da conve