POV JADE:
No outro dia, no café, depois de almoçar, corro para o banheiro feminino com a sensação incômoda de que estou atravessando uma linha invisível. É como se, ao me arrumar ali, diante daquele espelho, eu estivesse deixando para trás uma versão de mim que aprendeu a sobreviver no improviso e vestindo outra que ainda não sei sustentar completamente.
Passei a noite inteira customizando peças, costurando não apenas tecido, mas uma tentativa de identidade, de pertencimento, de prova silencios