Ponto de Vista de Mara
Meu corpo pesava como chumbo, mas não era um peso desagradável. Era a gravidade de quem acabara de ser desmantelada e reconstruída.
Eu estava largada no chão frio da sala, a pele nua em contraste direto com a temperatura do piso, mas o calor que emanava de nós três ainda saturava o oxigênio. Minha respiração era um chiado irregular; o coração, um tambor frenético que se recusava a desacelerar. O ar vibrava, carregado por aquele rastro elétrico que fica após uma tempesta