Ponto de Vista de Mara
Depois da conversa com João voltei para a casa do Alfa para enfrentar os meus companheiros, eu sei que os dois estão uma fera porque não fiquei no quarto como uma boa menina.
O ar dentro da mansão do Alfa estava denso, carregado com um magnetismo opressor que me fez parar assim que cruzei o limiar da porta. Eu sabia que estava atrasada. Sabia que tinha desafiado as ordens deles. Mas nada me preparou para a visão de Apolo e Arthur esperando por mim na penumbra da sala.
Eles não eram apenas homens ali; eram predadores em seu estado mais puro. Arthur estava encostado na lareira, os braços cruzados sobre o peito largo, os nós dos dedos brancos de tanta tensão. Apolo, por outro lado, estava sentado na poltrona de couro, uma taça de cristal esquecida na mão, os olhos fixos na porta como se estivesse contando cada segundo da minha ausência.
— Oi — minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia, um sussurro que pareceu ecoar pelo salão silencioso.
Os dois me olhar