Capítulo 153
Manuela Strondda
O silêncio dentro do jato não era confortável.
Era tenso, denso. Um silêncio que pressionava os ouvidos.
Eu ainda sentia o gosto amargo da cena na igreja quando ele finalmente falou, sem me olhar, os dedos ajustando o relógio no pulso com calma demais. Como se eu não tivesse visto a cara dele quando perguntei.
— Então… era você mesmo, naquela janela?
Sorri de lado. Um sorriso sem humor algum.
— Era. Pensou o quê? Que casou com uma otária? — virei o rosto para ele, encarando de frente. — Eu investiguei você, Hugo Lindström. Você é o cara mais safado da Suécia.
Ele arqueou uma sobrancelha, quase divertido. Passou por mim, escorregando a mão na minha cintura.
— A internet mente o tempo todo.
— Vai negar que já transou com o hospital inteiro da Suécia?
Dessa vez ele riu. Um riso baixo, irritante.
— Eu não transei com o hospital inteiro. — aproximou-se um pouco. — Não nego que sexo é algo de que não fico sem. Que já curti muito. Mas não