Capítulo 152
Manuela Strondda
Beijei.
E beijei pra valer. Se era pra ser obediente, então seria mais que isso. O deixaria louco.
A raiva foi junto, a língua invadindo espaço, o corpo respondendo contra a minha vontade. Ele me soltou, puxou-me contra si, a mão firme na minha cintura.
Seu gosto doce me lembrou daquele primeiro momento que nos beijamos sem briga. Sua barba raspada roçando levemente meu rosto. Ele me faz suspirar, me faz esquecer de mim pra sentir seu beijo. Puta merda! Eu gosto.
— Que gostosa… — murmurou. — Diz que me quer, Manu.
Mesmo me derretendo e o beijando com gosto, isso era algo que jamais admitiria.
— Nunca. — Parei de beijá-lo. Que homem meu Deus! A boca estava vermelha em volta onde chupei. Mordi o lábio.
— Ainda dá tempo de decolar. — provocou. — Continue. Não disse que podia parar.
— Eu te odeio, Lindström.
O beijo ficou perigoso. O cheiro dele, o contato do peito contra o tecido do meu vestido… tudo conspirava. Até ouvir o soldado