Khandra
Fiquei olhando para Zayd e depois para a médica, que se aproximou com alguns exames na mão. O olhar dela sobre mim era frio, profissional, quase julgador, como se eu fosse uma estranha ali. Meu coração começou a bater descompassado.
Como assim o Omar não é filho dele?
Aquilo não fazia sentido.
Khandra:
Zayd, isso não pode ser sério. Isso não é brincadeira.
Zayd:
Eu não estou brincando, caralho! — a voz dele saiu alterada, carregada de ódio. — Quem é o pai desse menino? Fala pra mim agora! Eu passei anos cuidando dele como se fosse meu filho! Você tem noção do quanto eu fiquei feliz quando você disse que estava grávida?
Ele respirava pesado.
Zayd:
Mas pelo visto você não passava de uma golpista. Uma mulher que chegou já grávida, inventou uma história bonita pra me prender e eu caí como um idiota porque estava apaixonado. Se esse menino não tivesse se machucado, eu nunca ia descobrir. Nunca. Porque ele é a sua cara.
Senti minhas pernas fraquejarem.
Khandra:
Isso é