Zayd
Entrei no carro ao lado de Adir, sentindo minha mente mergulhar em um estado frio e calculista. Seguimos até o novo endereço da família de Khandra. Ao chegarmos, observei o local com atenção e, por um instante, senti alívio: não era um condomínio fechado. Uma invasão ali seria muito mais complexa.
Tratava-se de uma casa voltada diretamente para a rua, protegida por duas câmeras de segurança visíveis e uma cerca elétrica. Permaneci em silêncio, analisando cada detalhe. Adir percebeu minha expressão e me observou com cautela.
Adir:
— Você está bem?
Zayd:
— Não. Só estarei quando esse homem deixar de existir.
Adir:
— Isso não deve demorar. Não podemos nos aproximar muito por causa das câmeras, mas podemos esperar até que ele saia.
Neguei lentamente.
Zayd:
— Há outra opção. Podemos inutilizar as câmeras externas. Se conseguirmos isso, entraremos na casa.
— Eu quero entrar — completei, com frieza. — E não pretendo sair de lá apenas com ele.
Adir:
— Do que exatamente você está falando?