Suspirei fundo...
A última coisa que queria era contrariá-lo naquele estado, então apenas toquei suavemente no ombro dele.
_ Está bem, Enzo… vamos para casa.
Mas antes, me afastei alguns passos e disquei o número que eu sabia que não seria fácil.
_ Alô? - a voz de Ana saiu aflita do outro lado da linha.
_Ana… é a Christine! Precisa vir para o hospital agora. É sobre o Enzo.
Do silêncio que seguiu, só ouvi uma respiração entrecortada, depois a pergunta urgente que deveria ter sido feita antes de tudo
_O que você fez com o meu filho?!
_Ele está bem, mas… -minha voz falhou _Ele não se lembra dos últimos dezessete anos. Os médicos disseram que pode ser uma amnésia parcial…
_Meu Deus… -ouvi um soluço abafado _Estou indo imediatamente!
Desliguei com a mão trêmula, tentei me recompor e voltei para perto de Enzo e continuei sentado na cadeira, olhando para mim com aquela calma estranha, diferente da intensidade que eu conhecia tão bem então ele segurou minhas mãos outra