O táxi parou em frente ao prédio de Enzo, e eu soltei um suspiro longo, já que a viagem tinha parecido eterna com ele sem dizer uma palavra de jeito
Enzo, com o pescoço envolto pelo colar ortopédico e o braço engessado, se comportou pior que uma criança mimada.
Reclamou da temperatura do carro, do cheiro, do banco duro, da forma como o motorista dirigia, e até do tempo que levamos presos no trânsito, a cada comentário, minha paciência ia se esfarelando.
_Finalmente! -ele exclamou, assim que o carro estacionou. _Eu já estava ficando sufocado ali dentro.
O motorista ergueu as sobrancelhas no retrovisor, provavelmente sem acreditar no tom arrogante dele e eu apenas agradeci rápida e discretamente, paguei a corrida e desci do carro.
Quando abri a porta do passageiro, Enzo me olhou como se fosse um príncipe aguardando que eu estendesse a mão, e eu estendi não por cortesia, mas porque ele estava realmente limitado e o ajudei a se levantar.
Ele está todo estranho e mimado, até ge