O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.
John não disse nada.
Não perguntou.
Não reagiu como alguém surpreso.
Ele apenas encarou a tela do celular com uma calma tão antinatural que me fez gelar.
— John… — minha voz saiu baixa. — Isso é…
— Eu sei o que é — respondeu, cortando-me.
Ele bloqueou a tela, colocou o celular com a tela virada para baixo sobre a mesa e respirou fundo. Uma vez. Duas. Como se estivesse segurando aquela fúria fria que eu sabia, que rugia dentro dele.
— Amanda — ele me chamou com um tom de voz que ligava sinais de alerta na minha mente. — Olha pra mim.
Obedeci.
— A partir de agora, nada do que você faz é pequeno demais pra me contar. Não é paranoia. É prudência. — Suspirou. — Me prometa.
— Você acha que alguém está me seguindo — falei, mais como constatação do que pergunta.
— Eu tenho certeza de que alguém quer que a gente saiba que está por perto. E, porra, isso me deixa louco.
Meu estômago se revirou. E não foi de enjoo.
— E você não vai surtar?