O som dos pneus sobre o cascalho da entrada da mansão foi o último ruído daquela vida de aparências que deixamos para trás. Eu ainda usava o meu vestido de recepção, uma seda leve que substituíra o peso do altar, e a aliança de Helena Guimarães brilhava no meu dedo como uma promessa cumprida.
Para a sociedade, para os fotógrafos e para a amargura de Dona Margarida, Heitor e eu estávamos partindo sozinhos para uma villa isolada na costa. Mas, assim que dobramos a primeira estrada de terra, longe