partir daquela manhã, a Lena que baixava os olhos e apenas dizia 'sim, senhora' começou a desaparecer. Eu não deixei de ser profissional — meus princípios não permitiam — mas algo em mim mudou. Eu não era mais apenas a funcionária; eu era a mulher que guardava o futuro daquela linhagem nas mãos. E o poder traz uma postura diferente.Comecei pelo meu caminhar. Meus passos, antes apressados e silenciosos, tornaram-se mais pausados, mais firmes. No café da manhã, quando servi a mãe dele, não recuei imediatamente para a cozinha. Fiquei ali, um segundo a mais, mantendo a coluna ereta.O rapaz também fazia a parte dele. Quando eu entrava na sala, ele não apenas ignorava minha presença como fazia antes; ele parava o que estava fazendo. Seus olhos me seguiam, não com luxúria, mas com uma atenção que era impossível não notar. Uma vez, enquanto eu recolhia as xícaras, nossos dedos se tocaram 'sem querer' na frente dela. Eu não pedi desculpas nervosas. Eu apenas o olhei nos olhos, dei um sorriso
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