Margarida não precisava de provas; o preconceito dela era um radar. Ela começou a notar que o meu tempo com o Julian não era apenas 'companheirismo'. Ela via como nossos olhares se buscavam na mesa, como o meu humor dependia da presença dele, e como eu repelia qualquer tentativa dela de me aproximar de outras herdeiras.
As indiretas se tornaram ataques diretos. No café da manhã, ela falava sobre 'amizades que corrompem o caráter' e 'homens que perdem a virilidade na companhia de artistas'. Ela