Eu estava a um centímetro de cair, a um suspiro de me entregar ao vazio, quando senti. Não foi um puxão brusco, foi algo muito mais poderoso. Uma mão pequena, mas firme, pousou no meu ombro nu, e onde aqueles dedos encostaram, eu senti um calor tão intenso que parecia que minha pele estava sendo queimada por um ferro em brasa.
Não era o calor do sol que eu tanto amava, era um calor humano, vivo, elétrico.
Aquele toque atravessou a névoa da bebedeira como um raio. O calor subiu pelo meu braço, a