Léo
O relógio na parede do meu escritório marcava sete e meia da noite, e o silêncio do andar executivo era quase ensurdecedor. A maioria dos funcionários já tinha ido embora, mas eu ainda estava aqui, sentado na minha cadeira, tamborilando os dedos na mesa enquanto encarava a porta. Ana não apareceu.
Eu tinha sido claro na sala de reuniões: "Fim de expediente. Minha sala. Não me faça esperar." A forma como ela tremia sob meu toque, o calor nos olhos dela, tudo me disse que ela viria. Mas o pon