Ponto de vista do narrador
A casa dos pais de Natália ficava em um bairro simples da cidade, daqueles onde as ruas ainda tinham crianças brincando na calçada e vizinhos que se conheciam pelo nome. O portão rangia um pouco ao abrir, a pintura já pedia retoques, mas tudo ali era limpo, cuidado e vivo — como se cada detalhe carregasse afeto.
Carlos Eduardo estava sentado em uma cadeira de plástico na garagem coberta, observando Natália encostada no batente da porta, conversando com a mãe. A barr