Ponto de vista do narrador
O relógio marcava exatamente 5h58 quando o portão eletrônico da mansão se abriu com um zumbido baixo. Letícia estacionou o carro discreto na entrada lateral, como sempre fazia quando as visitas eram particulares. O céu ainda estava escuro, o ar frio da madrugada carregando o cheiro de orvalho e jardim molhado. Ela saiu do veículo com uma mala pequena de couro preto na mão — o kit completo que ele sempre pedia.
Mas dessa vez havia algo mais.
Algo que a deixara aco