Ponto de vista do narrador
A noite estava fresca, iluminada pelas luzes da cidade passando como fios dourados ao redor deles. O vento, o cheiro dele, a sensação de segurança, tudo estava perfeito.
Carlos acelerava a moto, Natália abraçava sua cintura, sentindo cada movimento dele enquanto a moto ganhava a avenida.
A fachada do Motel Beijo da Lua apareceu à frente com seu letreiro elegante em neon branco-azulado, formando uma meia lua brilhante. Era um motel com ar jovial, moderno e ao mesmo tempo romântico, conhecido por ser discreto, aconchegante e surpreendentemente bonito. O tipo de lugar que parecia feito exatamente para noites como aquela.
Cadu estacionou a moto na garagem privativa da suíte que escolheu – uma das melhores. Assim que a porta automática se fechou atrás deles, o silencio acolhedor tomou conta.
A suíte tinha luzes indiretas suaves, um aroma delicado de lavanda, e uma parede inteira de vidro voltada para um painel de estrelas artificiais que brilhavam como se estive