Ponto de vista do narrador
O fim da tarde de sábado ainda estava quente quando Cadu estacionou a moto na frente da casa da família de Natália, o motor vibrando baixinho antes de silenciar. Assim que Cadu tirou o capacete, três rostos idênticos apareceram na janela — olhos arregalados, cabelos arrepiados, bocas abertas como quem vê um OVNI pousando no quintal. Natália mal teve tempo de abrir o portão.
Os trigêmeos explodiram pela porta como foguetes desgovernados.
— ELE TEM UMA MOTO! — grit