Ponto de vista do narrador
O sol de sábado à tarde batia quente no asfalto quando Carlos Eduardo parou a moto em frente ao "Rock 'n' Roll Garage", um barzinho escondido no bairro boêmio da cidade. O lugar era um paraíso para jovens como eles: paredes grafitadas com motos clássicas e guitarras elétricas, mesas de madeira velha espalhadas pelo pátio aberto, um jukebox tocando "Sweet Child O' Mine" do Guns N' Roses ao fundo, e o cheiro de hambúrguer na chapa misturado com cerveja artesanal.
Grupos de amigos riam alto, motos customizadas estacionadas em fila, camisetas de banda e tatuagens à mostra. Era descontraído, vivo, longe da sofisticação da mansão.
Cadu tirou o capacete e ajudou Natália a descer, segurando a mão dela com um sorriso bobo que não saía do rosto desde a visita aos pais dela mais cedo.
— Pronta pra um pouco de rock e gordura? — brincou ele, entrelaçando os dedos nos dela.
Natália riu, os olhos brilhando, o vento bagunçando o cabelo solto. Vestia uma camiseta simples co