Ponto de vista do narrador
O carro deslizou até a entrada iluminada do Motel Le Rêve, cujas luzes suaves em tom dourado refletiam no vidro e dançavam sobre o rosto de Natália. Ela não sabia se estava respirando fundo demais ou de menos, mas seu coração parecia ter assumido o controle do próprio corpo.
Carlos Alberto manteve a mão sobre a dela todo o trajeto, como se precisasse daquele contato para se certificar de que aquilo era real.
E, de certa forma, Natália também precisava daquilo.