Ponto de vista do narrador
As duas semanas seguintes passaram como um sopro intenso e cheio de contrastes na vida de Natália.
De manhã cedo, ela acordava na casa dos Nóbrega Linhares, ainda sem acreditar que aquele quarto amplo — maior que toda a sala da casa de seus pais — era temporariamente seu. Sempre que abria as cortinas, o sol invadia o ambiente com uma leveza que contrastava com a tensão silenciosa que existia naquela casa, principalmente entre os três.
Mas ela se adaptou. Adaptou-se rápido demais.
A mansão tinha um ritmo próprio, quase como se respirasse. A cozinha fervilhava de atividade às seis da manhã; o staff se movia com precisão cirúrgica, mas sempre olhavam Natália com um ar curioso, alguns com curiosidade, outros já julgavam em silêncio.
Rebeca, a pequena, corria para Natália todas as manhãs, jogando-se em seus braços com confiança total.
Era o momento em que Natália lembrava por que havia aceitado ficar ali durante a semana.
Carlos Eduardo e Carlos Alberto ta